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                MASTURBAÇÃO e IDEIAS RELIGIOSAS  

Masturbação e religiãoTenho 19 anos, já tive namorada mas nunca tive sexo com penetração, e não consigo fazer o que todos os rapazes fazem que é se masturbar. Sou de família evangélica e acho que isso sempre me influenciou por causa da proibição e pressão. Tenho quase certeza que não tenho problemas quanto a minha sexualidade, pois quando tenho sonhos eróticos acordo todo "melado", você me entende? Por enquanto é só, gostaria que me respondesse. 

Seu corpo e sua mente estão respondendo aos seus desejos e estímulos eróticos. No sono, você se excita ... isso aumenta as taxas de hormônio e você ejacula. Isto é perfeitamente normal e sadio. Você está certo em se considerar “sem problemas quanto a sua sexualidade”.

Quanto a masturbação e a ensinamentos tradicionais, penso que os tempos atuais exigem  uma nova postura de revisão e, quem sabe, de mudança de idéias e pontos de vista. Hoje em dia, praticamente todos/as os/as educadores/ras, médicas/os, sexólogos/as e estudiosas/os da sexualidade consideram a masturbação como uma pratica sexual normal e esperada na vida de crianças, jovens, adultos e idosos. 

Penso que muitas religiões não possuem conhecimentos suficientes e atualizados para explicar o comportamento sexual humano, porque: 

- não estudam a sexualidade cientificamente - apenas manifestam opiniões sobre o que acham que é o certo, correto e normal. 

- procuram se manter fieis aos seus dogmas - portanto, não mudam e sequer consideram que as sociedades e as pessoas estão em constante processo de mudança e re-significação de suas práticas sexuais; 

- procuram ser fiéis às noções restritas de família, casamento e reprodução - afinal, toda estrutura religiosa se mantém viva dentro da idéia de “família”. Não é à toa que, entre os sacramentos religiosos estão o batismo, a crisma, o casamento. Na história religiosa a masturbação sempre foi ensinada como algo ruim, pois não levava a reprodução e também, não havia o interesse de que as pessoas se proporcionem prazer individualmente, fora do casamento. Somos ensinados, historicamente a praticar o sexo no casamento, o que é pouco sensato e anti-natural. Talvez os religiosos nem se apercebam do que estão querendo transmitir. Essas ideias vêem da idade média quando era imposta a aceitação e submissão aos leigos. Lembre-se que nessa altura, até era proibido pensar. Isso mesmo. Quem ousasse opinar o que fosse fora dos "ensinamentos canónicos", tinha a fogueira pela certa. A negação ao prazer e a submissão total e incondicional, eram os preceitos para dominar as pessoas e assim conseguir aproveitamentos económicos, poder de posição, etc.

Continuação - Mastubação sem conseguir gozar