Informação: Em 1760, a princesa herdeira D. Maria, futura rainha D. Maria I,
fez um voto no dia do seu casamento de que no caso de ter um filho varão,
que veio a nascer em 1761, procederia à construção de um convento para
as religiosas Carmelitas Descalças. Em 1777, após a morte de D. José I, D.
Maria I escolheu o local conhecido por Casal da Estrela, propriedade da Casa do
Infantado, para a construção da basílica e chamou Mateus Vicente de Oliveira
para a projectar, cuja planta é aprovada em 1779. Porém, em 1786, com a morte
de Mateus Vicente, Reinaldo Manuel introduziu alterações no projecto do seu
antecessor, e de uma igreja que inicialmente se apresentava sóbria e simples
resultou um edifício mais elaborado e ornamentado. Apresenta-se uma
fachada em dois pisos de sete tramos e um corpo central saliente de três
tramos, que dá acesso à basílica através de uma galilé. Para além da
utilização da ordem jónica, Mateus Vicente, utilizou um jogo entre pilastras
e colunas para a divisão dos tramos, e a cúpula é semelhante à que projectou
para a Igreja da Memória, à Ajuda. A fachada está profusamente adornada com
estatuária, da escola de Machado de Castro, à semelhança de Mafra, e
promove a ideia de diálogo entre o edifício e a cidade. A Basílica da Estrela
é o próprio panteão da rainha D. Maria I, a única monarca da Dinastia de
Bragança que não está sepultada no Mosteiro de São Vicente de Fora. Fonte:http://revelarlx.cm-lisboa.pt/gca/?id=593